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O saldo do novembro azul

Amigos, terminado o chamado novembro azul acho pertinente colocar números para mostrar a importância de iniciativas como essa.
Atendi no mês que passou um número muito maior de pessoas de idades diversas que nunca tinham ido ao consultório de um urologista.
Em alguns casos, pacientes já vieram com exames de sangue solicitados por outros especialistas contendo o Psa . Associando o exame de toque ao Psa e outros dados de anamnese, solicitei biópsias para alguns pacientes .
Cinco casos novos de câncer de próstata foram detectados, quatro em estágio inicial e um nem tanto em paciente que nunca havia feito exame.
Trata- se de um número significativo. Tenho certeza que esses cinco pacientes não viriam ao consultório num mês normal. Talvez quando resolvessem vir, já teriam doença avançada .
Portanto , iniciativas como o novembro azul são válidas no meu entendimento para prevenção de qualquer tipo de câncer .

A questão hormonal.

Já mencionamos em postagens anteriores como as questões vasculares e neurológicas são importante na disfunção erétil.
Hoje o assunto é hormônio masculino.
Da mesma forma que a mulher sofre com a menopausa, quando ocorre uma queda importante na produção de alguns hormônios, o homem também pode apresentar sintomas relacionados à queda na produção da testosterona.
A testosterona é o principal hormônio masculino e está relacionada à libido, ao tônus muscular, maior disposição para qualquer tipo de atividade, entre outras funções.
Após completar quarenta anos alguns homens podem apresentar uma queda relevante na produção de  testosterona e com isso sintomas como desânimo, cansaço, perda de massa muscular e principalmente queda na libido.
Surge estão um certo desinteresse sexual que muitas vezes acende uma luz amarela no relacionamento do casal. Somando-se isso a outros fatores (cigarro, hipertensão, diabetes, etc)  é inevitável a disfunção erétil.
Normalmente, o tratamento da disfunção hor…

Glicemia alta , potência baixa.

O diabetes é uma doença crônica e muitas vezes silenciosa que a médio e longo prazos destrói a função sexual do paciente.
O açúcar em doses elevadas no sangue atua de forma nociva em duas frentes: danifica os nervos e obstrui as artérias.
O diabetes causa uma doença chamada polineuropatia diabética. Os impulsos nervosos enviados pelo cérebro utilizam uma rede de nervos espalhados pelo corpo para atingir a parte do corpo estimulada. Na polineuropatia os nervos não conduzem o impulso adequadamente. Pode - se comparar com uma rede elétrica que tem fios antigos, com mau contato. No diabético sem controle, quando existe um estímulo cerebral para a ereção o mau estado dos nervos pode impedir ou limitar a ereção.
Além disso, da mesma forma que o cigarro, a glicemia alta causa obstrução de artérias impedindo que o sangue chegue ao corpo cavernoso do pênis.
Portanto, a diabetes atua de forma negativa em duas frentes causando impotência sexual.
Alguns pacientes dizem no consultório: “ controlo …

Exercícios físicos melhoram a função erétil

Conforme já mostramos na postagem anterior, fatores vasculares são fundamentais para a ereção no homem.
Fatores como tabagismo, hipertensão, diabetes entre outros diminuem o fluxo sanguíneo para os corpos cavernosos do pênis e causam impotência.
Na contramão, os exercícios físicos são um importante aliado na melhora do desempenho sexual masculino.
Quando uma pessoa pratica exercícios físicos aeróbicos regularmente ela mantém seus vasos sanguíneos mais flexíveis e até aumenta a elasticidade dos vasos. Isso permite que o sangue atinja os órgãos sexuais no fluxo necessário para a ereção.
As medicações usadas hoje em dia para melhorar a ereção estão relacionadas ao metabolismo do  óxido nítrico. Não quero me alongar na fisiologia da ereção, mas estudos mostram que exercícios físicos regulares estimulam a produção do óxido nítrico.
No ano passado foi publicado na revista Science Nordic, importante instrumento científico da Dinamarca uma revisão de 1950 trabalhos científicos publicados entr…

Cigarro causa Impotência ? CLARO !!!

Na postagem anterior dissemos que quadros de disfunção erétil são causados por questões orgânicas e psicológicas. Entre as causas orgânicas, os problemas vasculares figuram em primeiro lugar. Estatísticas mostram que 75% dos homens que tem doença coronariana tem disfunção erétil. Como já se sabe, o cigarro é fator de risco para doença aterosclerótica causando aquelas conhecidas  placas que obstruem as artérias. Logo, percebe-se que cigarro e uma vida sexual saudável não combinam. O estrago causado pelo tabagismo é tão evidente e comprovado em diversos estudos que quando um paciente fumante chega ao consultório é avisado que se realmente está disposto a melhorar tem que abandonar o vício. Não faz sentido querer tratar disfunção fumando. Seria o mesmo que acelerar e frear um carro ao mesmo tempo. Quando não se consegue largar o vício, os resultados não são bons e a piora é progressiva. Já aquele paciente que consegue parar de fumar estanca a agressão arterial e pode melhorar com a asso…

A função erétil como indicador de saúde.

Nessa primeira postagem procuramos mostrar que a disfunção erétil não deve ser vista como fator isolado, mas sim como uma resultante de uma série de fatores.
Um problema frequente evidenciado no consultório é que o paciente muitas vezes tem muita desconfiança no tratamento, pois já passou por experiências que abalaram sua esperança em obter uma melhora significativa.
A disfunção erétil não pode ser tratada sem que o paciente seja ouvido, sem que se conheça a dinâmica do casal, sem que se saiba o que o cliente faz, o que come, que doenças tem, entre outras questões. O ato de prescrever uma medicação qualquer e dispensá-lo rapidamente não só não terá efeito algum como pode piorar a situação..
A disfunção erétil é uma condição multifatorial. Está associada a problemas orgânicos e psicológicos.
Nosso objetivo é mostrar ao paciente o que está causando o problema e com clareza e sinceridade mostrar quais as possibilidades de melhora.
Nas postagens seguintes serão mostrados textos e trabalh…
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Edgard Romanato Jr. é médico Urologista formado pela Faculdade de Medicina de Botucatu – Unesp. Especialista pela Sociedade Brasileira de Urologia, trabalha com urologia há mais de 18 anos e se especializou no tratamento da disfunção erétil masculina e outras patologias relacionadas à sexualidade.